A Origem das Origens…

Por Fernando Vianello

Vamos ao que interessa. Pratos brasileiríssimos, originados da nossa vasta cultura mineira. E hoje vamos falar um pouco da história do Filé à Parmegiana.

Seu nome advém do queijo envolvido no prato e, apesar do nome biffe alla parmaegiana, não existe qualquer relação com a província de Parma, Itália.

Advindo do principado de Barbacena, esse prato mítico foi desenvolvido dentro das cucinas do mundialmente referendado restaurante Roselanche (lê-se rosê-lanche).

Em suas colinas feitas em flor, cercado de rosas por todos os lados, uma ilha no mar de montanhas, fez surgir o prato mais venerado do mundo.

Foi levado pelos tropeiros a São Paulo, onde ganhou seu acompanhamento de purê de batatas. Note que o purê de batatas não é o acompanhametno original, uma vez que na Roselanche (lê-se rosê-lanche) ele é servido com arroz, batata frita e uma folha de alface.

Sobre a origem dos mitos, a socióloga Hanna Arent faz uma crítica em seu livro “O preconceito racial antes do racismo”:

– “Não me causa mossa que claudique a zêmula, o que me apraz é acicatá-la.”

Disso, discorre criticamente o sociólogo Carlos Alberto Dória, da Unicamp, em seu livro “A Formação da Culinária Brasileira”:

– “O bife alla parmegiana não é reconhecido como ‘coisa nossa’ porque não se encaixa na matriz de convergência étnica, em que o branco é representado apenas pelos portugueses”

Esta mistificação ou estereótipo próprio da população brasileira ignora o fato de que, em muitas regiões do país, como no estado de São Paulo, a influência da população mineira supera em muito aquela deixada pelos paulistas.

Sua formação primordial segue a fórmula de Flamel:

– Bife à milanesa;

– Queijo;

– Molho de tomate.

Preparo: Peça a qualquer garçom em um balcão da Roselanche (lê-se rosê-lanche). Pronto. Em minutos você estará visitando o céu!

Ah, uma dica: peça um ovo mole em cima do arroz.

Ps.: Não, não tem presunto. Nam aqui nem em São Paulo. O presunto é uma deturpação da força.

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3 comentários sobre “A Origem das Origens…

  1. Não posso deixar passar esse post. Desde o princípio dos tempos, o homem busca formas de melhorar o aproveitamento dos nutrientes dos alimentos como sua conservação e qualidade. Assim, com o advento do fogo, os alimentos puderam ser cozidos facilitando a mastigação e digestão. Com isso nosso metabolismo pode ser mais eficaz, desenvolvendo ainda mais nossas capacidades físico-intelectuais. E com esse desenvolvimento, aprimoramos ainda mais a associação da necessidade alimentar com o prazer gastronômico. Grandes métodos de cocção, adição de temperos e especiarias agora fazem parte de um verdadeiro universo paralelo onde os “físicos” têm o papel de desconstruir as regras o tempo todo. E é em nossa milenar cultura gustativa que vamos explicar o exposto “Bife alla Paermegiana” by Rose Lanches. A capacidade criativa desse prato exemplifica ao mesmo tempo que desafia a postura de equilíbrio do universo que mencionamos antes. Desde o nome do prato (polilinguistico), até seus ingredientes e apresentação são uma desconstrução fenomenal da ordem natural. É, portanto, um exemplo direto da criatividade humana e nem por isso, deixa de desafiar os eruditos gastronômicos a linkar parmegiana, ovo, e um “molho especial” que cobre a preparação. Mas cuidado! O espírito deve estar aberto ao se deparem com esse item de menu. Grandes doses de expectativas e frustrações tentarão se estabelecer na cabeça de quem come esse prato. É uma experiência que, provavelmente, ficará diferente em todas as vezes que for testada. Pois, ao que parece, a grande qualidade dessa refeição é literalmente se transformar para quem a come. Ela escolhe seu degustador à dedo, seleciona naturalmente seu hospedeiro de estômago e “muda” de sabor e textura por decisão própria. Muito se especula se não é por isso que sua existência ainda se perpetua. O Bife alla Parmegiana da Rose Lanches conseguiu uma relação simbiótica com pequenas comunidades detentoras do conhecido paladar “no compreendo” que encontraram no prato algo muito além da comida…nostalgia ancestral. Voltamos lá, para o começo da humanidade, onde abandonamos o estilo coletor para o meio de vida da caça e do cultivo. Nesse momento, nossos sentidos de paladar ainda não estavam totalmente desenvolvidos e praticamente, com um mínimo de manuseio, todo alimento parecia surpreender. Assim se encaixa o Bife alla Parmegiana da Rose Lanches: Um alimento primitivo e simples mas que, resgata nossa capacidade de sobrevivência e grande poder de auto sugestão para aceitarmos o que o planeta pode nos oferecer. Obrigado Rose Lanches. O pão com linguiça é ótimo.

  2. Realmente, o problema foi o ovo não estar onde foi dito, devido a isso o post perdeu toda sua credibilidade.

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